O Surgimento De Uma Nova Geração De Gestores E Contadores
Ao mesmo tempo em que surge a crise patrimonial, surge também uma nova geração de gestores públicos, contadores, auditores e analistas com outra formação, outra mentalidade e outro repertório técnico. São profissionais...
Parte III - A Crise e a Necessidade de Reconstrução
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Ao mesmo tempo em que surge a crise patrimonial, surge também uma nova geração de gestores públicos, contadores, auditores e analistas com outra formação, outra mentalidade e outro repertório técnico. São profissionais que já não aceitam a lógica improvisada do passado. Que conhecem ferramentas modernas, tecnologias, modelos de gestão e padrões internacionais. Essa nova geração começa a olhar para a administração pública com estranhamento. Para eles, é inconcebível que um hospital funcione sem controle patrimonia l. Que uma escola não tenha inventário. Que uma secretaria de obras não possua banco de dados de manutenção. Que um município não saiba quanto custa recolher lixo ou manter ruas iluminadas. Eles enxergam o Estado como uma grande organização — e organizaçõe s modernas não vivem sem contabilidade patrimonial. Esses profissionais começam a ocupar espaços estratégicos: contador-chefe de secretarias; chefes de controladorias internas; auditores municipais e estaduais; técnicos em tribunais de contas; analistas do Tesouro Nacional; consultores de sistemas; professores universitários; coordenadores de planejamento; gestores da nova administração pública. Eles chegam com uma visão radicalmente diferente: defendem integração de sistemas;
defendem contabilidade patrimonial plena; defendem avaliação de ativos e passivos; defendem transparência real; defendem custos, eficiência e resultados; defendem planejamento plurianual baseado em evidências; defendem governança e sustentabilidade. Essa nova geração será peça -chave na reconstrução da contabilidade pública brasileira. Eles terão o papel de romper com décadas de cultura improvisada e inserir a lógica patrimonial na mentalidade do Estado.