Prefácio
A transparência pública precisa sair do campo abstrato e virar rotina. Na prática, isso significa transformar princípios (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência) em entregas verificáveis: relatórios simples, indicadores estáveis e explicações compreensíveis.
Quando a informação é publicada sem contexto, o cidadão não consegue concluir “está melhorando?” ou “piorando?”. Por isso, um bom padrão é sempre incluir: objetivo, fonte, período, unidade de medida, comparação (meta/série histórica) e limitações.
Este capítulo foca em transformar deveres em entregas. Você vai aprender um modelo que cabe em uma página e pode ser repetido mensalmente, criando série histórica e aumentando a confiança institucional.
Aplicação municipal: escolha uma política pública (ex.: educação, saúde, assistência, obras) e produza um “pacote de transparência” com três peças: (1) indicador com fórmula e fonte, (2) nota metodológica curta, (3) canal de participação com devolutiva.
O controle social funciona quando há resposta: publicar, ouvir, explicar o que mudou e registrar encaminhamentos. Sem devolutiva, vira apenas “exposição” — e isso aumenta ruído em vez de confiança.
- Ficha de indicador (definição, fórmula, fonte, periodicidade)
- Painel mensal (metas, séries, alertas)
- Roteiro de audiência pública (perguntas e respostas)
- Modelo de relatório de gestão (1 página + anexos)